O fato é que não conseguimos. E aí conhecemos alguém que não gosta das mesmas coisas, não conversa sobre os os mesmos assuntos e não ouve as músicas que amamos e mesmo assim namoramos esse erro em forma de pessoa. Não porque a gente gosta dela e quando acontece algo incrível no nosso dia o primeiro telefone que a gente pensa não poderia ser outro, mas namoramos para nos sentirmos um pouco mais bonito, um pouco mais divertidos e um pouco mais magros (tá bom a gente nunca se sente mais magro. Vida cruel, um beijo pra você!).
Namoro é, de fato, quando a gente é abraçado por quem a gente gosta. E quando o outro gosta da gente como a gente é. Simples assim. E percebemos de verdade que coisa boa é quando a gente não quer desfilar nossa conquista para os outros, mas quando a acordamos (ambos) amassados, mal-humorados e loucos para passar o dia ao lado daquela pessoa. Só daquela. Por ninguém e com mais ninguém. E, mesmo feio, irritado e com remela, a gente está feliz.
Gloss - Ed. novembro de 2011, nº 50, pag. 184.
Sabrine Souza
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